Corda bamba que não vê
O final traçado em si
Cerrado no circo da vida
Que um dia vivi.
Trapézio estável goza
Com quem nada é e sente
A ausência do público
Íntimo da mente.
Aberração do povo,
Aplausos, ovação em nada
Risos que choro invocam
Em quem morre enclausurada.
Agora paga bilhete viciado
Para mais um espetáculo que pedes
Não me descubras, não sou nada
Apenas nomada sem veste.