Infância

O lixo cercado
Varrido para o canto
Escuro e vergonhoso
Esmagado por almas.

A boneca desprezada
Antiga e usada
Não ve ou sente
Que o pó repousa nela.

Pois a brisa que limpou
Que brincava querendo
Só mais um segundo
Na infância amorosa,

Essa brisa que secou
Que deixou no escuro
Canto a boneca usada
Que se apaga, que se desfaz...
De não mais ser desejada.

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