Há quem pense que talvez não pense. Ou que sinta o que penso e desminta o que sinto. Põe-se a hipótese de, imagine-se, até mentir sobre a verdadeira razão do ser real que tanto imaginei.
Mas o ilegível não é permitido? O sonho é caminho. Armadilhado, certamente.
E quando me perco? Quando, será?, o trilho se desvanece e nada me segura o andar. Flutuo porque não tenho chão.
Resta saber quando caio.
Há quem ache que acho demais. Ou que reaja pelo coração de forma racional. Até, acredite-se, ser demasiado a irrealidade do real que é ser-se o não ser.
Flutuo.
Caio.
Há quem ache que desistir é não se ser. Mas ser, ser é a incógnita decisão, a tênue barreira entre o ir e ficar.
Flutuo.
Caio.
Vou.
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