Poesia Desfeita

Desprezada, assim, deixa-me
Invisivel no tão grande nada,
Suplica-me na morte
prévia da sorte.

Por acaso, não é, não
Algo sentido, nunca
Vergonha, diferença oculta
Que sei, em vão.

Não habita coragem,
nem força, calor ou vida
Percorre sozinha, forçando
o algo já quebrado, vencida.

Por burrice, estupidez,
Que caracteriza a famosa palavra
Que me engana, criada?
Vocábulo ambicioso, palidez.

Agora não há entendimento,
Não explico, desistência
Guardo em mim a água do olhar,
Em mim, a mágoa do fechar.


1 comentário:

Anónimo disse...

estou a chorar