Labirinto

E é assim, que sozinho
Caminha em voltas,
De uma meta inalcançável
De um percurso desconhecido.

Excluído, não conhece,
Ouve, sente e não vê, padece.
Mas caminha batendo contra razão
Teimando a irremediável emoção.

De dor, de aguda dor, solidão,
Onde lágrimas equivalem o nada,
E sorrisos esbatem na escassez do ser,
Na mentira em que se encontra a viver.

E o outro que caminha a seu lado,
Na encruzilhada o deixa, segue
Na direcção de um esconderijo eterno,
Ou passageiro de entrada interdita.

Meta. Qual será?
E é assim, que sozinho
Caminha em voltas,
Esperando um resgate, ninho.

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