Incógnita.

É assim que defines. Vida? É assim que pensas? Não queres, não. Eu também.
Se talvez visses para além do teu próprio não-ser. Se com rasura do infinito olhasses pela minha visão desajeitada mas certa, tão certeira. Oh, sim. Diria-te. Sorriria num abraço tão apertado que a própria crise não ultrapassaria. Se. Nada disto, desta falsidade suportada por um presente antigo. De antes. Será de um futuro nulo? Vazio. Futuro? Escondeste-o. Devolve-me, por favor. Aliás, não. Não quero favores. Nem pedidos. Apenas verdade. Apenas aquele que escondeste. Trazes? Volta. E não te vás, nunca mais. 

Mas não me obrigues. Não me forces a morrer. De sonhos enterrados.
Porquê? Não crês. Porquê? Não crês, não.
Abano-te, com a força do cosmos, abano-te, e nada. Sacudo de ti. Esforço em vão. Vão? Irei. Irás deixar-me ir?

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