Tentei contar as tuas cores,
Do teu arco-íris a preto e branco.
Tentei descobrir os teus sabores,
(Mas fugias-me) esperando-te num banco.

Banco esse chamado existência
Para alguns vida, outros somente
Passagem,
Ou talvez mera dormência,
Algo inexistente,
Na margem.

Encobriste meu frágil tecto,
Onde chovia excessivamente,
Com o teu arco-íris a branco e preto,
Coloriste-o, usando a mente.

Agora és pincel, desenhador,
Da vida tua que minha é,
Da história infantil e madura
Que conta o deslumbre da dor,
Ao chegar ao pé
Do brilhante e garantido amor.




Miriam Andrade

1 comentário:

Marina disse...

Espero que o preto e branco fique mais colorido :)
Gostei muito *