Esse nada (quimera)
Nada era mais do que o céu,
O nada que tão nada era,
o nada tão somente meu.
E me tocava sem saber,
Sorria-me sem me olhar,
Era terno, suave a temer
Sonhando algum dia realmente amar.
O tal nada que tudo era,
O único nada que em tudo se transformou,
Brilhava tão perto da Primavera,
De uma estação, em todas ficou.
É eterno este nada tudo,
é verdadeiro e já nada é.
Pois é vida, único amor mudo
que diz o total do sentimento
olhando somente, beijando até.
1 comentário:
:)
Sempre excelente.
Sempre sentido.
Percebi.
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