Navegador do Nada
Que embarque de dor navega,
Desesperando resgate eterno?
Procura o firmamento que cega
A possibilidade de o tornar sereno.
Contra rochas se vai quebrando,
Fugindo ao mais cruel furacão
Que se avizinha da temivel escuridão.
E rema, sozinho rema forçado
Chegando ao destino tão amado.
Conta os dias, porém a maré atrasa
Passam as noites mas o vento não passa
E se chora por solidão, suspira
Uma esperança de nova vida.
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