Tento conhecer algo para além de ti
Daquilo que já se encaixa no meu ser
De tudo que sobrevoa a mente
Do pouco que deixei merecer.

Esforço o ar que engolo
Aponto o medo que me denunciou
E denuncio-me, deixo-me prender
por alguém.

Cela clara, cheia de liberdade:
fechada no mais profundo escuro
Escondida por alguém que procuro
Alguém, simplesmente alguém.
Hoje tive a mais esplendida e brilhante ideia : respirar.
Pensei que por momentos tivesse a alucinar e que era algo que fazia parte do meu incenssato dia-a-dia. Mas é inteiramente uma não-verdade.
Porque não? Porque não posso de vez em quando dar um pouco de espaço a minha cavidade respiratória? É bom, para variar.
Hm... senti a percorrer o ar pelas veias, arrepiei-me e estava quase, quase a expelir o ar. Quase.
Mas prendi-o no meu ser. Ah, agarrei-o fortemente e não saiu de mim. Permaneceu... e incrivelmente ele quis ficar.
Respirar? Para quê?
Talvez só quando tiver preparada. Talvez.