Que incógnita mensagem me transmites?
Que sentimento do passado me devolves?
Que voz tenho de ouvir para entender?
Que é este mar bruto e vazio onde me envolves?
Que rompimento de alma a caminho de meu ser?

Se é o vento que queres que guarde,
Como o irei fazer?
E se é a chuva que queres que pare,
Que sinal a fará temer?

Socorre-me neste invulto pesadelo,
liberta-me deste cadeado enferrujado.
E por caridade de amizade (talvez)
Devolve aquilo que me era desejado.

Miriam Andrade

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