Caminho sobre pedras
escaldadas pelo vento
geladas da discussão prepétua
agarrada a um sentimento de raiva.

Espuma pelos cantos da boca
Socorre o nojo que sente ao pensar nele,
Ah, pedras caidas que me magoam o andar
Feridas me pões no pensamento que a chorar
se ri do passado que foi deixado acontecer.

Soco na barriga vazia, seca
Chapada marcada, com território fixo
Mente vaga, mente fraca
Acudida por ninguem.

Eu e só eu.
Pronome pessoal deixado no vacuo,
Aqui, a gritar sem ninguém ouvir.

Miriam Andrade

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