É uma repetição da falatória.
Sempre o mesmo, diferenciado.
Algo inclassificado.
É um suspiro que nunca acabará.
Agora refugia-te na mentira
convencida do saber
falso porém incógnito
que talvez morra a sofrer.

E agora pensa na interrogação
convencida de mim
de um todo que não existe
e que pressiste em ti.

Foge agora para o futuro incerto
corre para a fase seguinte,
anda para o que sentes ao certo,
pára naquilo que insiste.

Miriam Andrade
Caminho sobre pedras
escaldadas pelo vento
geladas da discussão prepétua
agarrada a um sentimento de raiva.

Espuma pelos cantos da boca
Socorre o nojo que sente ao pensar nele,
Ah, pedras caidas que me magoam o andar
Feridas me pões no pensamento que a chorar
se ri do passado que foi deixado acontecer.

Soco na barriga vazia, seca
Chapada marcada, com território fixo
Mente vaga, mente fraca
Acudida por ninguem.

Eu e só eu.
Pronome pessoal deixado no vacuo,
Aqui, a gritar sem ninguém ouvir.

Miriam Andrade
Confunde-me o futuro. Sim, baralha-me.
Temo-o mais do que tudo.
Reserva-me a minha vida e caminhos que desconheço. Palavras e decisões que não me passam pela memória. Olhares e cheiros que nunca se econtraram comigo.
Gemo aterrorizada com medo que ele me apanhe em falso e me surpreenda negativamente.
Irei fugir? Ou ficar e passear na avenida que temo?
Reserva-me a minha vida e caminhos que desconheço.
Todos eles venham e deixem-me viver.

Miriam Andrade