Por vezes a vida oferece-nos algo que sempre recusamos em aceitar. O sofrimento é a prenda do dia-a-dia, e nada mais me resta senão aceitar carinhosamente com um sorriso.
Não é impossivel sorrir quando tudo corre mal, não é impossivel enfrentar tudo quando nada parece ter solução.
Tento demonstrar a quem me conhece, que a vida nao se pode deixar passar pelas nossas mãos. Se por vezes nos cai um braço, temos o outro que nos resta e é com esse que deveremos lutar. E quando tudo o resto cai, somente nos resta o cérebro para pensar e é com esse que deveremos lutar.
Nunca estamos totalmente felizes com o que temos, seja a nossa familia, os nossos amigos, o amor, o nosso feitio, o nosso corpo. Nunca nada há-de estar como sempre sonhamos. Mas sabem que mais? Acredito que tudo isto é um plano de crescimento. Além de tudo o resto, temos de aprender a aceitarmo-nos como somos, o nosso corpo, a nossa mente e deixar que os outros nos amem por aquilo que somos e não por aquilo que gostávamos de ser. E custa, muito, demasiado. Mas nada é construido da noite para o dia, e a nossa personalidade também será solidificada com o tempo.
Se estou doente, demasiado para a idade que tenho, terei de sorrir e ganhar forças, enfrentar. Se não tenho o corpo perfeito, terei de sorrir, ganhar forças e aceitá-lo. Se não tenho a familia e amigos que desejaria ter, terei de sorrir, ganhar forças e saber que certamente, são o melhor para mim.
Esta vida é só uma passagem, uma breve passagem.
Por isso serei sempre eu, a normal e banal Miriam que irão encontrar com um sorriso nos lábios para vos oferecer, porque mais do que a merda de vida que às vezes me passa pelas mãos, vocês são o mais importante.

Nunca desistam da vida, nunca desistam de vocês. Eu nao desistirei de vós.

2 comentários:

Nádia disse...

«Geme o restolho, triste e solitário
a embalar a noite escura e fria
e a perder-se no olhar da ventania
que canta ao tom do velho campanário.

Geme o restolho, preso de saudade
esquecido, enlouquecido, dominado
escondido entre as sombras do montado
sem forças e sem cor e sem vontade.

Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda.
Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher.
Há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver.
E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p’ra receber daquilo que aumenta o coração.»

Com um grande beijinho meu =)

Mafalda disse...

Tem mesmo de ser esse o pensamento. Tudo o que nos acontece faz-nos crescer e aprender e talvez seja esse o motivo pelo qual acontecem... Para crescermos.

Beijinhos e pensamento positivo. Sempre :)