Salvar-me daquilo que vivo agora, é impossivel. O tempo passa e nada muda, o tempo ri-se de mim, goza-me.
Voltar para aquilo que vivi, é impossivel. O tempo nao recua nada, o tempo ri-se de mim, goza-me.
Preencho-me do nada, DO NADA.
Rio-me porque o meu organismo manda.
Não choro porque não quero e quando o faço tudo em mim explode.
Vejo no presente o passado e no passado um futuro nao-existente.
Cansei do rodeio da gente
Do conhecimento prepétuo corrente
Das pessoas que me olham,
Das pessoas que me tocam.

Cansei do olhar apagado
Do Dia-a-dia rotinado
E saltar por pura magia.

Cansei do caminho traçado
Sem fugidas, sem canção
Sem dinheiro gasto,
Sem esforço marcado
Sem sim, sem senão.

Cansei das fugas inexistentes
Das mentiras verdadeiras
Das imaginativas bebedeiras
Sem alcool real.

E canso de mim,
Do nada,
De tudo,
E nunca, nunca de ti.

Miriam Andrade