Sobre o paranormal, extrai-se sentimentos cravados eternamente. Porquê? Porque nao se possui forças mentais que puxem directamente o sector emocional.
Saudade, falta de vida, vazio.
Gritos silenciosos inundam todo o ser gásto de lágrimas já sem sal, insuficientes e sem significado para tao profunda ferida.
Olha-se e nada se vê, toca-se e nada se sente. É algo que existe, sendo enixistente.
É algo tao perfeito que morre de imperfeição.
Como pode alguém viver sem ar? Vive do artificial, mas nunca obterá o prazer de respirar o ar puro.
Corre-se, corre-se e a meta tende em fugir. Quanto mais se espera, mais angustiante é o sabor da amarga derrota. Ah, o doce sabor de se perder a si mesmo! Será?
Perde-se parte da força, da mente, do total barril cheio que se esvazia entao.
Quando? Onde? Eu sei as respostas porém inalcançaveis.
Querer tanto algo, alguem, mais do que a si mesmo, mais do que a propria vida. Exagero?
Não, realidade.
Chama, grita, desespera por mim. Aperta tao fortemente como ancora presa no cais.
É gelada tal sensação, calorosa que leva à nudez e mesmo essa, só, não chega.
Falta, falta, falta-me!
E a caneta continua a escrever por ordens de quem nela pega, e continua a alimentar-se e a ser util enquanto a tinta continuar a surgir...
Sussura-se o desejo que mata dolorosamente.
Cai em busca do refugio certo. Refugia-se em si mesmo e procura fora de si.
Renova.
Volta.
Comigo.
Miriam Andrade
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