Explodo,
Com ruido silencioso.
Dei tanto e sem nada fico.
Tanto tive e com nada fiquei.
Só, sozinha, sem ninguém.
Nem um amigo, uma amiga,
um alguém.
SÓ
Por vezes sentimos algo mais do que aquilo que esperamos.
Sobre o paranormal, extrai-se sentimentos cravados eternamente. Porquê? Porque nao se possui forças mentais que puxem directamente o sector emocional.
Saudade, falta de vida, vazio.
Gritos silenciosos inundam todo o ser gásto de lágrimas já sem sal, insuficientes e sem significado para tao profunda ferida.
Olha-se e nada se vê, toca-se e nada se sente. É algo que existe, sendo enixistente.
É algo tao perfeito que morre de imperfeição.
Como pode alguém viver sem ar? Vive do artificial, mas nunca obterá o prazer de respirar o ar puro.
Corre-se, corre-se e a meta tende em fugir. Quanto mais se espera, mais angustiante é o sabor da amarga derrota. Ah, o doce sabor de se perder a si mesmo! Será?
Perde-se parte da força, da mente, do total barril cheio que se esvazia entao.
Quando? Onde? Eu sei as respostas porém inalcançaveis.
Querer tanto algo, alguem, mais do que a si mesmo, mais do que a propria vida. Exagero?
Não, realidade.
Chama, grita, desespera por mim. Aperta tao fortemente como ancora presa no cais.
É gelada tal sensação, calorosa que leva à nudez e mesmo essa, só, não chega.
Falta, falta, falta-me!
E a caneta continua a escrever por ordens de quem nela pega, e continua a alimentar-se e a ser util enquanto a tinta continuar a surgir...
Sussura-se o desejo que mata dolorosamente.
Cai em busca do refugio certo. Refugia-se em si mesmo e procura fora de si.
Renova.
Volta.
Comigo.
Sobre o paranormal, extrai-se sentimentos cravados eternamente. Porquê? Porque nao se possui forças mentais que puxem directamente o sector emocional.
Saudade, falta de vida, vazio.
Gritos silenciosos inundam todo o ser gásto de lágrimas já sem sal, insuficientes e sem significado para tao profunda ferida.
Olha-se e nada se vê, toca-se e nada se sente. É algo que existe, sendo enixistente.
É algo tao perfeito que morre de imperfeição.
Como pode alguém viver sem ar? Vive do artificial, mas nunca obterá o prazer de respirar o ar puro.
Corre-se, corre-se e a meta tende em fugir. Quanto mais se espera, mais angustiante é o sabor da amarga derrota. Ah, o doce sabor de se perder a si mesmo! Será?
Perde-se parte da força, da mente, do total barril cheio que se esvazia entao.
Quando? Onde? Eu sei as respostas porém inalcançaveis.
Querer tanto algo, alguem, mais do que a si mesmo, mais do que a propria vida. Exagero?
Não, realidade.
Chama, grita, desespera por mim. Aperta tao fortemente como ancora presa no cais.
É gelada tal sensação, calorosa que leva à nudez e mesmo essa, só, não chega.
Falta, falta, falta-me!
E a caneta continua a escrever por ordens de quem nela pega, e continua a alimentar-se e a ser util enquanto a tinta continuar a surgir...
Sussura-se o desejo que mata dolorosamente.
Cai em busca do refugio certo. Refugia-se em si mesmo e procura fora de si.
Renova.
Volta.
Comigo.
Miriam Andrade
Quero sair
Correr, cantar, gritar
Sem ninguém me ouvir.
Quero fugir
Despir-me de tudo
E de tudo me cobrir
Quero voar
Quero pertencer ao meu destino
Acreditar no que é verdade
Provar o que todos pensam que é mentira
Quero sentir de novo,
Sentir, sentir e sentir.
Quero viver inserida na normalidade
Quero seguir sem ser notada
E ser notada como se não fosse, talvez,
Uma nova inserida.
Ah como eu quero ser eu
Ah como eu quero ser tua
Mais magia na minha cabeça
Mais cabeça no meu coração
E tudo, continua
E só, só, somente,
flutua.
Correr, cantar, gritar
Sem ninguém me ouvir.
Quero fugir
Despir-me de tudo
E de tudo me cobrir
Quero voar
Quero pertencer ao meu destino
Acreditar no que é verdade
Provar o que todos pensam que é mentira
Quero sentir de novo,
Sentir, sentir e sentir.
Quero viver inserida na normalidade
Quero seguir sem ser notada
E ser notada como se não fosse, talvez,
Uma nova inserida.
Ah como eu quero ser eu
Ah como eu quero ser tua
Mais magia na minha cabeça
Mais cabeça no meu coração
E tudo, continua
E só, só, somente,
flutua.
Miriam Andrade
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