Em "ponto morto", assim me encontro
Em algum ponto distante, mudo
Preso sem fechadura,
Mas fechado como o paraíso
E guardado sem ninguém saber.

Em "ponto morto", escuro e torto
Em algum lugar sem nada,
Sem vestigios da madrugada
Ou da noite sem fim

Em "ponto morto",
Em sentimentos vazios,
Cheios de desconforto e incerteza
Cobertos por algum medo
Sabendo por dentro, presa.

Miriam Andrade

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