Pensei hoje para mim " se calhar vais-te sentir melhor se escreveres ". Mas escrever o que?
Sei que a escrita sempre foi meu amparo, mas o que me acontece quando nem mesmo ela o consegue ser?
O que me acontece se nem a música consegue me amparar?
O que me acontece se nem a minha amiga me consegue amparar?
Depois de cair, continuo caída.
Levanto-me e volto a cair, levanto-me novamente mas caio, e lentamente os meus ossos vao ficando cada vez mais quebrados.
Levanto-me e com a pouca força caio cada vez mais bruscamente, cada vez me aleijo mais.
Não há amparo, não há quem me segure para nao cair. E como todo o ser humano, vou desfalecendo e após várias quedas chega o fim.
Mas que fim?
Aquele fim que afirma-mos que o é e volta a recmeçar tudo do inicio para acabar tempos depois? Aquele fim que volta e acaba, retorna e finda.
MAS QUE FIM?
É como se morressemos , nos ressucitassem e passados largos segundos voltamos À mesma escuridão.
Lutamos por um pouco mais de vida que volta a acabar, e lutamos um pouco mais, so por um pequeno pedaço de vida e voltamos a morrer, somos estupidos, deixamo-nos ser fáceis, ficamos na mao de quem nos ressucita e tornamonos bonecos. pensamos "quero so mais um pouco de vida", mas logo a seguir morres.
Entao e quando por fim tu te fartas de morrer e voltar a viver, fartas-te deste ciclo vicioso?
Eis a escolha :
a vida ou a morte.
será que prefiro estar sem vida para que nao ande neste vai e vém entre a vida e morte?
Agora morri...
voltarei a viver?
Mas eu quero a vida para sempre, nao por simples momentos.
Ressuscita-me mas nao me mates outra vez
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