Máta-me , devagar
Lento, lentamente
Sacrifica-me, envolve
algo mais afiado
doloroso, fere-me.
Retira-me sem dó
Veloz e astuto assassino
Sem esperar, vem só
E deixa-me em mim marca
profunda, vistosa
Mas escondida.
Máta-me, rápido
Muito apressadamente.
Ata meus pés
Minhas mãos prende
E deixa-me assim
Somente à espera, sofrendo.
Até morrer,
Me bate, me esfola
Me deixa cair
Mas sabendo sorrir,
morro e desapareço.
O coração esmaga
Doendo vai apertando
Para o luto iniciar
E a morte do meu ser
(Fisicamente permanece)
Por fim falecer
Miriam Andrade
Sem comentários:
Enviar um comentário